quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Deixem ver se eu percebi...

Comentar decisões políticas não faz parte da minha maneira de ser, mas talvez por não ter escrito nada neste blogue no último ano (que é muito tempo de acordo com o vídeo final) em certas coisas que aconteceram necessito de ajuda para ficar esclarecido.

A decisão inicial era baixar o custo do trabalho através da redução da TSU para as empresas (de 23,75% para 18%, ou seja 5,75%) e aumentar para os trabalhadores 7% gerando assim um aumento de 1,25% da receita para o estado (neste caso a segurança social).
Como esta decisão foi muito contestada por trabalhadores, empresários ("os ignorantes" segundo António Borges) partidos da oposição e até alguns membros do governo (que diziam que esta medida não era um aumento de impostos) é apresentada uma alternativa...

Aumentar o valor médio do IRS para 13,2% (porque 9,8% segundo este governo não era suficiente), ou seja, o custo do trabalho em Portugal aumenta 3,4% (cerca de 30% do valor anterior) através de um aumento de impostos (ou outro nome qualquer que os senhores do CDS-PP lhe chamem quando quiserem dizer "Isto não é um aumento de impostos").

Este aumento segundo o próprio ministério das Finanças vai aumentar o desemprego, a recessão e não tem os benefícios que supostamente a medida inicial trazia para as empresas.

A conclusão que eu retiro destas alterações é que estas medidas são as que o governo acha que melhor servem aos país, e o resultado da coligação PSD/CDS já estar (claramente) a comunicar melhor sobre como resolver os problemas da economia nacional.

Enquanto a alteração da TSU ainda permitia a empresas com bom senso "devolver" os 5,75% da parte que iam poupar aos trabalhadores as alterações ao IRS não lhes dá qualquer margem de manobra.

A mim parece que ninguém neste governo viu o resultado do que aconteceu na Grécia após aumentar a austeridade até as pessoas que têm que trabalhar para sobreviver já não terem dinheiro para comer (e não estou a falar de papas), ir ao médico ou sustentar os filhos.

Encontrei recentemente através de um blogue que acompanho alguns vídeos de Março de 2011 que esclarecem que os nossos governantes sabem exactamente a gravidade do que estão (ou não) a fazer.

Em primeiro lugar algumas palavras sobre a lealdade de negociar com a comissão europeia as medidas (já aprovadas por Durão Barroso) hoje anunciadas:



Após a aprovação das medidas por Bruxelas convém ter uma opinião sobre as medidas e os seus impactos:



E para concluir tenho que admitir este governo tem uma perfeita noção da realidade da situação de emergência do país como se pode confirmar pelas palavras do líder de governo...